quarta-feira, 27 de julho de 2011

O GOOGLE PODE AFETAR A SUA MEMÓRIA?

Segundo um estudo publicado recentemente na renomada revista Science, pode. Mas não é motivo para pânico ou para pensar duas vezes antes de buscar alguma coisa na internet, não. Digamos apenas que se trata de uma “adaptação” aos novos tempos.
A publicação chama o fenômeno de “efeito Google”. De acordo com Betsy Sparrow, professora da Columbia University e líder do estudo, cada vez mais pessoas estão utilizando a internet como seu “banco de dados pessoal”, ou seja, utilizam seus computadores e as ferramentas disponíveis na Web como uma “memória externa”.
Isso significa que cada vez mais pessoas deixam de memorizar informações porque confiam em sua habilidade para encontrá-las na internet. Se por um lado isso indica que estados deixando de guardar dados, por outro, aponta que estamos melhorando nossa capacidade de procurar informações.
O que chamou a atenção de Betsy Sparrow para esse fenômeno foi a sua própria experiência: a pesquisadora percebeu que consultava constantemente o site IMDb para relembrar nomes de atores. Eu percebi a mesma coisa no final de 2010 e início de 2011, quando fiz um mochilão pela Bolívia e pelo Peru: sem celular e com acesso precário à internet, levei alguns dias para me acostumar com a ideia de que não poderia contar com a Web para buscar informações.
Esse tipo de constatação pode até fazer com que tenhamos algum sentimento de culpa, mas a verdade é que não há motivo para vergonha. Isso só acontece porque a internet como um todo passou a fazer parte de nossas vidas, simples assim. Durante a pesquisa, a própria Sparrow percebeu que os participantes imediatamente pensavam em recorrer ao Google quando não sabiam alguma resposta, tamanha  a familiaridade com a ferramenta.
O fato é que o cérebro humano é uma máquina que busca eficiência: Sparrow também constatou que os participantes não gravavam muito bem certas informações quando sabiam que poderiam encontrá-las a qualquer momento em outro lugar – neste caso, a internet. Aqui, o cérebro entende que vale mais a pena saber onde a informação está do efetivamente guardá-la.
Como se vê, não se trata de uma doença ou de ficar menos ou mais inteligente. O assunto só é digno de preocupação para quem está muito dependente do computador, afinal, todo excesso é prejudicial. De qualquer forma, é sempre bom exercitar a mente: nada como leituras, jogos e até mesmo passeios no parque de vez em quando Smiley piscando


Emerson Alecrim

O QUE IMPORTA NA HORA DE COMPRAR UM ELETRÔNICO?

Pode ser um computador, impressora, câmera digital, smartphone ou HD: na hora de comprar um eletrônico, sempre há características que você pode ignorar. Veja o que realmente importa!

Uma das perguntas mais comuns que ouvimos é: “Quero comprar um novo [insira seu produto favorito aqui]. Qual é a melhor escolha?”. Não há uma resposta fácil, já que cada pessoa tem necessidades diferentes, e a cada semana surge um novo “gadget do momento” que torna o modelo anterior obsoleto, e mais barato.
Entretanto, em todas as categorias de produtos há características amplamente anunciadas que não significam nada para a maioria das pessoas. Também há aquelas que são importantes só em alguns contextos, e outras que são importantíssimas, mas não recebem muita atenção.
Então, antes de abrir a carteira e gastar seu suado dinheirinho em um processador com um quaquilhão de gigahertz ou uma câmera com zoom digital de 30x, leve em consideração nossos conselhos a seguir. Você pode acabar gastando menos, e ficando muito mais satisfeito com sua compra. Clique sobre cada categoria para obter mais informações.

Preste atenção na hora de comprar...

Um desktop ou notebook: não se deixe levar apenas pelos gigahertz. Preste atenção em características como a quantidade de RAM e, em notebooks, a autonomia de bateria.

Uma câmera digital: zoom digital de 30x e tela de 4”? Nada disso importa se ela leva mais de 1 minuto para ligar e não tem recursos que atendam às suas necessidades.

Um smartphone: a autonomia de bateria é a principal característica, já que sem ela seu novíssimo gadget não passa de um peso de papel. Fique atento também à tela!

Uma TV de alta-definição: esta categoria é um verdadeiro campo minado de termos e características que são impossíveis de comparar, e às vezes não significam nada. Concentre-se no tamanho da tela (e de sua sala!).

Uma impressora: o custo por página é crucial, já que aquela impressora “baratinha” pode acabar custando uma fortuna a cada troca de cartuchos ou toner.

Um HD: muito espaço e flexibilidade na forma de conectá-lo ao PC, são os principais pontos. Todo o resto é supérfluo.

Fonte: PC WORLD

sábado, 16 de julho de 2011

Vírus de computador e outros malwares

O que são e como agem?

Introdução

Vírus de computador são pequenos programas capazes de causar grandes transtornos a indivíduos, empresas e outras instituições, afinal, podem apagar dados, capturar informações, alterar ou impedir o funcionamento do sistema operacional e assim por diante. Como se não bastasse, há ainda outros softwares parecidos, como cavalos de troia, worms, hijackers, spywares e outros. Neste artigo, você saberá um pouco sobre como agem essas "pragas digitais" e conhecerá as diferenças básicas entre elas.

Antes, o que é um malware?

É comum pessoas chamarem de vírus todo e qualquer programa com fins maliciosos. Mas, tal como indica o primeiro parágrafo do texto, há vários tipos de "pragas digitais", sendo os vírus apenas uma categoria delas.
Atualmente, usa-se um termo mais aquedado para generalizar esses programas: a denominação malware, uma combinação das palavras malicious e software que significa "programa malicioso".
Portanto, malware nada mais é do que um nome criado para quando necessitamos fazer alusão a um programa malicioso, seja ele um vírus, um worm, um spyware, etc.

O que é vírus de computador?

Como você já sabe, um vírus é um programa com fins maliciosos, capaz de causar transtornos com os mais diversos tipos de ações: há vírus que apagam ou alteram arquivos dos usuários, que prejudicam o funcionamento do sistema operacional danificando ou alterando suas funcionalidades, que causam excesso de tráfego em redes, entre outros.
Os vírus, tal como qualquer outro tipo de malware, podem ser criados de várias formas. Os primeiros foram desenvolvidos em linguagens de programação como C e Assembly. Hoje, é possível encontrar inclusive ferramentas que auxiliam na sua criação.

Como os vírus agem?

Os vírus recebem esse nome porque possuem características de propagação que lembram os vírus reais, isto é, biológicos: quando um vírus contamina um computador, além de executar a ação para o qual foi programado, tenta também se espalhar para outras máquinas, tal como fazem os vírus biológicos nos organismos que invadem.
Antigamente, os vírus tinham um raio de ação muito limitado: se propagavam, por exemplo, toda vez que um disquete contaminado era lido no computador. Com o surgimento da internet, no entanto, essa situação mudou drasticamente, para pior.
Isso acontece porque, com a internet, os vírus podem se espalhar de maneira muito mais rápida e contaminar um número muito mais expressivo de computadores. Para isso, podem explorar vários meios, entre eles:
  • Falhas de segurança (bugs): sistemas operacionais e outros programas não são softwares perfeitos e podem conter falhas. Estas, quando descobertas por pessoas com fins maliciosos, podem ser exploradas por vírus, permitindo a contaminação do sistema, muitas vezes sem o usuário perceber;
  • E-mails: essa é uma das práticas mais exploradas. O usuário recebe mensagens que tentam convencê-lo a executar um arquivo anexado ou presente em um link. Se o usuário o fizer sem perceber que está sendo enganado, certamente terá seu computador contaminado;
  • Downloads: o usuário pode baixar um arquivo de um determinado site sem perceber que este pode estar infectado.
Os vírus também podem se propagar através de uma combinação de meios. Por exemplo, uma pessoa em um escritório pode executar o anexo de um e-mail e, com isso, contaminar o seu computador. Em seguida, este mesmo vírus pode tentar explorar falhas de segurança de outros computadores da rede para infectá-los.

Outros tipos de malwares

Como você já sabe, os vírus não são os únicos malwares que existem. A definição do que a praga é ou não é depende, essencialmente, de suas ações e formas de propagação. Eis os tipos mais comuns:

Cavalo de troia (trojan)

Cavalos de troia (ou trojans) são um tipo de malware que permitem alguma maneira de acesso remoto ao computador após a infecção. Esse tipo de praga pode ter outras funcionalidades, como capturar de dados do usuário para transmití-los a outra máquina.
Para conseguir ingressar no computador, o cavalo de troia geralmente se passa por outro programa ou arquivo. O usuário pode, por exemplo, fazer um download pensando se tratar de uma ferramenta para um determinado fim quando, na verdade, se trata de um trojan.
Esse tipo de malware não é desenvolvido para se replicar. Quando isso acontece, geralmente trata-se de uma ação conjunta com um vírus.

Worm (verme)

Os worms (ou vermes, nome pouco usado) podem ser interpretados como um tipo de vírus mais inteligente que os demais. A principal diferença está na forma de propagação: os worms podem se esplhar rapidamente para outros computadores - seja pela internet, seja por meio de uma rede local - de maneira automática.
Explica-se: para agir, o vírus precisa contar com o "apoio" do usuário. Isso ocorre, por exemplo, quando uma pessoa baixa um anexo contaminado de um e-mail e o executa. Os worms, por sua vez, podem infectar o computador de maneira totalmente discreta, explorando falhas em aplicativos ou no próprio sistema operacional. É claro que um worm também pode contar com a ação de um usuário para se propagar, pois geralmente esse tipo de malware é criado para contaminar o máximo de computadores possível, fazendo com que qualquer meio que permita isso seja aceitável.

Spyware

Spywares são programas que "espionam" as atividades dos usuários ou capturam informações sobre eles. Para contaminar um computador, os spywares geralmente são "embutidos" em softwares de procedência duvidosa, quase sempre oferecidos como freeware ou shareware.
Os dados capturados são posteriormente transmitidos pela internet. Estas informações podem ser desde hábitos de navegação do usuário até senhas.

Keylogger

Keyloggers são pequenos aplicativos que podem vir embutidos em vírus, spywares ou softwares de procedência duvidosa. Sua função é a de capturar tudo o que é digitado pelo usuário. É uma das formas utilizadas para a captura de senhas.

Hijacker

Hijackers são programas ou scripts que "sequestram" navegadores de internet. As principais vítimas eram as versões mais antigas do Internet Explorer. Um hijacker pode, por exemplo, alterar a página inicial do browser e impedir o usuário de mudá-la, exibir propagandas em janelas novas, instalar barras de ferramentas e impedir o acesso a determinados sites (páginas de empresas de antivírus, por exemplo). Felizmente, os navegadores atuais contam com mais recursos de segurança, limitando consideravelmente a ação desse tipo de praga digital.

Rootkit

Esse é um dos tipos de malwares mais perigosos. Podem ser utilizados para várias finalidades, como capturar dados do usuário. Até aí, nenhuma novidade. O que torna os rootkits tão ameaçadores é a capacidade que possuem para dificultar a sua detecção por antivírus ou outros softwares de segurança. Em outras palavras, os rootkits conseguem se "camuflar" no sistema. Para isso, desenvolvedores de rootkits podem fazer uso de várias técnicas avançadas, como infiltrar o malware em processos ativos na memória, por exemplo.
Além de difícil detecção, os rootkits também são de difícil remoção. Felizmente, sua complexidade de desenvolvimento faz com que não sejam muito numerosos.

Alguns dos malwares mais conhecidos

Atualmente, práticas de segurança mais rigorosas e recursos de proteção mais eficientes estão limitando consideravelmente as atividades dos malwares, embora este ainda seja um problema longe de ter um fim. Em um passado não muito distante, algumas dessas pragas se destacaram tanto que "entraram para a história". Eis algumas delas:
  • Jerusalem (Sexta-feira 13): lançado em 1987, o vírus Jerusalem (apelido "Sexta-Feira 13") era do tipo time bomb", ou seja, programado para agir em uma determinada data, neste caso, em toda sexta-feira 13, como o apelido indica. Infectava arquivos com extensão .exe, .com, .bin e outros, prejudicando o funcionamento do sistema operacional;
  • Melissa: criado em 1999, o vírus Melissa era um script de macro para o programa Word, da Microsoft. Foi um dos primeiros a se propagar por e-mail: ao contaminar o computador, mandava mensagens infectadas para os 50 primeiros endereços da lista de contatos do usuário. O malware causou prejuízo a empresas e outras instituições pelo tráfego excessivo gerado em suas redes;
  • ILOVEYOU: trata-se de um worm que surgiu no ano 2000. Sua propagação se dava principalmente por e-mail, utilizando como título uma frase simples, mas capaz de causar grande impacto nas pessoas: "ILOVEYOU" (eu te amo), o que acabou originando o seu nome. A praga era capaz de criar várias cópias suas no computador, sobrescrever arquivos, entre outros;
  • Code Red: worm que surgiu em 2001 e que se espalhava explorando uma falha de segurança nos sistemas operacionais Windows NT e Windows 2000. O malware deixava o computador lento e, no caso do Windows 2000, chegava inclusive a deixar o sistema inutilizável;
  • MyDoom: lançado em 2004, este worm utilizava os computadores infectados como "escravos" para ataques DDoS. Se espalhava principalmente por programas de troca de arquivos (P2P) e e-mails. Neste último, além de buscar endereços nos computadores contaminados, procurava-os também em sites de busca.

Falsos antivírus

Não é novidade para ninguém que o meio mais utilizado como proteção contra vírus e outros malwares são os antivírus. Cientes disso, "delinquentes virtuais" passaram a explorar essa característica a seu favor: criaram falsos antivírus.
A propagação desse tipo de software é feita de várias maneiras. Nas mais comuns, sites de conteúdo duvidoso exibem propagandas que se passam por alertas de segurança. Se o usuário clicar na mensagem, será convidado a baixar um programa ou acessar uma página que supostamente faz varreduras em seu computador.
A suposta ferramenta, que inclusive costuma ter interface que lembra os antivírus mais conhecidos do mercado, simula uma varredura que aponta a existência de um ou mais malwares no computador e se oferece para limpar o sistema mediante pagamento. Mas tudo não passa de simulação.
A dica mais recomendada, neste caso, é a de utilizar sempre antivírus de empresas de segurança reconhecidas. Você encontra uma lista desses programas no tópico a seguir.

Antivírus

O mercado conta com antivírus pagos e gratuitos (estes, geralmente com menos recursos). Alguns programas, na verdade, consistem em pacotes de segurança, já que incluem firewall e outras ferramentas que complementam a proteção oferecida pelo antivírus. Eis uma lista com as soluções mais conhecidas:
  • AVG: mais conhecida por suas versões gratuitas, mas também possui edições paga com mais recursos - www.avg.com;
  • Avast: conta com versões pagas e gratuitas - www.avast.com;
  • Microsoft Security Essentials: gratuito para usuários domésticos de licenças legítimas do Windows - www.microsoft.com/security_essentials;
  • Norton: popular antivírus da Symantec. Possui versões de testes, mas não gratuitas - www.norton.com;
  • Panda: possui versões de testes, mas não gratuitas - www.pandasecurity.com;
  • Kaspersky: possui versões de testes, mas não gratuitas - www.kaspersky.com;
  • Avira AntiVir: mais conhecida por suas versões gratuitas, mas também possui edições pagas com mais recursos - www.avira.com;
  • NOD32: possui versões de testes, mas não gratuitas - www.eset.com;
  • McAfee: uma das soluções mais tradicionais do mercado. Possui versões de testes, mas não gratuitas - www.mcafee.com;
  • F-Secure: pouco conhecida no Brasil, mas bastante utilizada em outros países. Possui versões de testes, mas não gratuitas - www.f-secure.com;
  • BitDefender: conta com versões pagas e gratuitas - www.bitdefender.com.
Microsoft Security Essentials
Microsoft Security Essentials

Essa lista foi elaborada com base em soluções oferecidas para os sistemas operacionais Windows, da Microsoft, no entanto, praticamente todas os desenvolvedores destes softwares oferecem soluções para outras plataformas, inclusive móveis. Muitas deles também oferecem ferramentas de verificação que funcionam a partir da internet.

Dicas de proteção

Muita gente pensa que basta ter um antivírus no computador e estará livre de malwares. De fato, esse tipo de software tem um papel importante, mas nem mesmo a melhor solução consegue ser 100% eficiente. A arma mais poderosa, portanto, é a prevenção. Eis algumas dicas simples, mas essenciais para isso:
  • Aplique as atualizações do sistema operacional e sempre use versões mais recentes dos programas instalados nele;
  • Tome cuidado com anexos e link em e-mails, mesmo quando a mensagem vier de pessoas conhecidas;
  • O mesmo cuidado deve ser dado a redes sociais (Facebook, orkut, Twitter, etc) e a serviços como o Windows Live Messenger;
  • Antes de baixar programas desconhecidos, busque mais informações sobre ele em mecanismos de buscas ou em sites especializados em downloads;
  • Tome cuidado com os sites que visita. É muito comum, por exemplo, a propagação de malwares em páginas de conteúdo adulto;
  • Ao instalar um antivírus, certifique-se de que este é atualizado regularmente, do contrário, o programa não será capaz de identificar novos vírus ou variações de pragas já existentes;
  • Faça uma varredura com o antivírus periodicamente no computador todo. Também utilize o programa para verificar arquivos baixados pela internet;
  • Vírus também podem ser espalhar por cartões SD, pendrives e aparelhos semelhantes, portanto, sempre verifique o conteúdo dos dispositivos removíveis e, se possível, não utilize-os em computadores públicos (faculdade, escola, lan house, etc).
Confira outras dicas de segurança aqui.

Finalizando

Antes de encerrarmos este artigo, é conveniente desmentirmos uma crença: a de que vírus e afins podem danificar o hardware do computador. Malwares são softwares, portanto, não podem queimar ou fazer com que um componente exploda, por exemplo.
O que pode acontecer é de uma praga conseguir danificar o firmware de algum dispositivo, isto é, o software que o faz funcionar. Mas esse é um procedimento bastante complexo e, consequentemente, muito difícil de ocorrer.
É importante esclarecer também que o simples ato de baixar um vírus não contamina imediatamente o computador. É necessário que alguma ação - um clique do usuário, por exemplo - o faça entrar em ação.

Fonte: http://www.infowester.com/malwares.php

10 passos para ficar seguro

Aprenda a proteger seu computador, sua rede doméstica, suas informações pessoais e até mesmo seu celular.

Bons conselhos de segurança são difíceis de encontrar. Muitos especialistas oferecem ajuda, mas nem todas as suas dicas são precisas ou atualizadas, e muitas são referentes apenas à segurança no PC, o que o deixa vulnerável em outras áreas. Por isso selecionamos estas dicas simples e essenciais - um “programa de 10 passos” - para ajudá-lo a manter seu PC, seu smartphone, seus gadgets e suas informações pessoais a salvo. São conselhos práticos e fáceis de seguir, para que você possa ficar seguro sem perder a cabeça durante o processo.

1. Proteja sua rede Wi-Fi

A rede Wi-Fi de sua casa está protegida com uma senha? Pois deveria. Você pode não se importar se seus vizinhos pegam uma carona em sua conexão para acessar a internet, mas alguém com interesses mais sinistros pode tirar proveito de sua generosidade (e falta de proteção) para ganhar acesso a informações armazenadas em seus computadores domésticos.
A melhor forma de se proteger contra intrusos na rede Wi-Fi é usar um método de criptografia na rede. A maioria dos roteadores suporta métodos como WEP, WPA e WPA-2. Os dois últimos são os mais recomendados, já que oferecem muito mais proteção do que o WEP, que pode ser facilmente quebrado por um intruso determinado. 
Outra forma de se proteger é impedir que seu roteador anuncie o nome da rede (SSID). Com isso ela não irá aparecer na lista de redes disponíveis em computadores e smartphones nas proximidades, se tornando na prática “invisível”: apenas pessoas que sabem o nome dela conseguirão acessá-la. 
O procedimento para implantar estas duas medidas de segurança varia de roteador para roteador. Consulte o manual que veio com seu aparelho para instruções detalhadas.

2. Criptografe seus HDs e pendrives

HDs externos e pendrives são verdadeiros “baús do tesouro” para os ladrões interessados em informações pessoais. E também são a fonte mais comum de “vazamentos” de informações: se você perder um pendrive, HD externo ou notebook em cujo HD estão dados privados, como o orçamento de sua empresa ou suas declarações do imposto de renda, estará em perigo. Felizmente, há técnicas de criptografia que podem lhe dar uma camada extra de proteção além de uma simples senha de login no sistema.
De forma simplificada a criptografia “embaralha” os arquivos no HD, tornando-os inacessíveis a qualquer um que não conheça a senha, ou chave, usada no processo. As versões Ultimate e Business do Windows 7 vem com o BitLocker, uma ferramenta que lhe permite criptografar todo o conteúdo do disco rígido. Uma alternativa é o TrueCrypt (truecrypt.org), uma ferramenta Open Source gratuita que pode criptografar um HD inteiro, apenas uma porção dele ou um disco externo como um pendrive.
Usuários do Mac OS X tem o FileVault, que permite criptografar todo o conteúdo da pasta pessoal (Home Folder) do usuário, e a próxima versão do sistema, conhecida como Lion, será capaz de criptografar um disco rígido inteiro. Quem usa uma distribuição Linux como o Ubuntu também tem a opção, durante a instalação, de criptografar todos os arquivos em sua pasta pessoal.
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Alguns HDs e pendrives, como este modelo da LaCie, usam
impressões digitais para controlar o acesso aos arquivos

Outra opção é usar pendrives e HDs equipados com sistemas de criptografia por hardware. Alguns deles tem leitores de impressão digital para segurança e comodidade extras: você não precisa decorar uma senha, basta passar o dedo sobre o leitor para ter acesso aos arquivos.

3. Mantenha seu software sempre atualizado

Uma das mais simples, porém mais importantes, medidas de segurança que você deve tomar é manter o software em seu PC sempre atualizado. E não estou falando só do Windows aqui: Adobe, Apple, Mozilla e outros desenvolvedores lançam periodicamente correções de bugs e de falhas de segurança em seus softwares. Criminosos constantemente exploram estas falhas, e o Adobe Reader é um alvo constante.
Não é incomum  versão mais recente de um programa popular trazer recursos de segurança completamente novos. Por exemplo, o Adobe Reader X, a mais nova versão do leitor de PDFs da Adobe, tem algo chamado “Protected Mode” para evitar ataques por Malware. Se você ainda usa uma versão mais antiga do Adobe Reader, não estará se beneficiando destas melhorias de segurança.

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Não ignore os alertas de atualizações. Eles são chatos, mas importantes

Muitos dos softwares vem com um sistema de atualização automática que informa quando uma nova versão está disponível. Não ignore estas mensagens: instale as atualizações assim que puder. Sabemos que isso pode ser um incômodo, mas pode acabar evitando grandes dores de cabeça mais à frente.

4. Instale sempre a versão mais recente de seu anti-vírus

Se você está rodando uma versão de um anti-vírus lançada dois ou três anos atrás, está correndo perigo, mesmo que ele esteja sendo atualizado regularmente. A tecnologia usada nestes programas melhorou significativamente nos últimos anos, o que resulta em novas técnicas para detecção de ameaças. Os anti-vírus atuais não usam mais apenas arquivos de “assinaturas” para identificar malware: em vez disso usam técnicas de estudo de comportamento para identificar e neutralizar mesmo ameaças que ninguém nunca tenha visto antes. E dada a frequência com que novas ameaças surgem “à solta”, a capacidade de se proteger contra agressores desconhecidos é essencial.

5. Proteja seu smartphone

Se você usa seu smartphone da mesma forma que uso o meu, ele provavelmente contém toneladas de dados pessoais, como endereços de e-mail, fotos, contatos na agenda, aplicativos para o Twitter e Facebook e mais. Este acúmulo de informações valiosas torna os smartphones um alvo tentador para ladrões e criminosos cibernéticos, e é por isso que eles estão se tornando o próximo grande campo de batalha no mundo da segurança.
Smartphones Android já estão sendo vítimas de trojans e outros tipos de malware, e especialistas em segurança concordam que estas pragas ainda estão em sua infância. Pior ainda, muitos usuários não pensam em seus smartphones como sendo computadores (mas eles são), então não tomam as mesmas precauções que tomariam em um PC. Se você ainda não instalou um programa de segurança em seu Android, deveria. A maioria deles é gratuita, e é melhor ter um e nunca usar do que ser pego desprevenido.
Se você tem um smartphone Android, a primeira coisa que deve instalar é um programa anti-vírus. Além de procurar por malware, estes programas também podem ter recursos como “exclusão remota” (permitindo que com um comando via SMS você apague tudo o que está armazenado no smartphone caso ele seja perdido), rastreamento via GPS (para localizá-lo se tiver sido roubado) e bloqueio de mensagens indesejadas via SMS.
Nosso favorito nesta categoria é o Lookout Mobile Security. Ele não só vasculha o aparelho em busca de malware já instalado, como inspeciona cada novo programa instalado e dá o alerta caso ele seja perigoso. Outros anti-vírus populares, porém pagos, são o Norton Mobile Security, da Symantec, e o AVG Antivirus Pro, da AVG Technologies. 

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Lookout Mobile Security: proteja seu Android contra malware e furtos

Como a Apple adota uma política de distribuição muito mais restritiva em sua App Store, os usuários de iPhones não tem que se preocupar tanto com malware, embora sempre seja possível que alguma coisa passe desapercebida. A Apple não permitiu o lançamento de nenhum aplicativo antivírus na App Store, mas há algumas opções para melhorar a segurança.
Uma é um serviço da própria Apple chamado Find My iPhone, que é oferecido gratuitamente a qualquer proprietário de um iPhone, iPad ou iPod Touch. Com ele é possível rastrear um aparelho perdido, excluir todos os dados armazenados, definir remotamente uma senha de acesso e até mostrar na tela do aparelho um recado com som (para que você possa encontrar o aparelho na bagunça do seu escritório, por exemplo).
Uma última dica: quando escolher um anti-vírus para seu smartphone, é melhor ficar com as empresas mais tradicionais neste mercado. Assim você não corre o risco de ser infectado por um malware se passando por programa de segurança.

6. Instale um plugin para verificar os links

Ameaças à sua segurança podem estar escondidas em páginas web aparentemente inócuas. Sites legítimos podem ser hackeados, criminosos manipulam mecanismos de busca para que suas páginas infectadas apareçam em primeiro nos resultados e sites aparentemente seguros podem abrigar malware. Embora não haja como se proteger completamente destes ataques, usar um verificador de links poede protegê-lo de muitos deles.
Estas ferramentas geralmente mostram pequenos ícones ao lado dos links em resultados de buscas e outras páginas web para indicar se o site para o qual o link aponta é confiável, perigoso ou questionável. Muitas delas também adicionam um indicador na barra de ferramentas de seu navegador para sinalizar problemas com o site que você está visitando.
Várias opções estão disponíveis, entre elas o AVG LinkScanner, McAfee SiteAdvisor, Symantec Norton Safe Web Lite e Web of Trust, todos disponíveis gratuitamente. E muitos pacotes de aplicativos de segurança também incluem um verificador de links.

7. Não se esqueça da segurança física

Um ladrão pode pegar um notebook que foi deixado em cima de uma mesa e desaparecer em segundos. E um ladrão que tem seu notebook também tem acesso a todos os seus arquivos e informações pessoais. Um cabo de segurança não é garantia de proteção contra furtos (afinal, um bandido determinado sempre pode cortar o cabo), mas impede os chamados “crimes de oportunidade”.
A Kensington é provavelmente a empresa mais conhecida neste segmento: os cabos também são conhecidos como “Trava Kensington”, e o slot onde são conectados ao computador como “slot Kensington” ou “slot K”. A Targus é outra empresa que é especializada em equipamentos de segurança para notebooks, incluindo uma trava que soa um alarme quando alguém tenta mover o notebook ou cortar o cabo.

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Trava Kensington instalada em um MacBook. Muitos portáteis tem um encaixe para ela

Bisbilhoteiros também são outro risco à segurança. Para impedir a visualização não autorizada de informações em seu PC, sempre Bloqueie a sessão quando tiver de se afastar do computador. É fácil: basta teclar a combinação Tecla do Windows + L. Para voltar ao trabalho, tecle “Ctrl+Alt+Del” (não se preocupe, seu micro não vai reiniciar) e digite sua senha de login.
Outra forma de proteger o que está na tela é usar um filtro de privacidade, uma película instalada sobre a tela que só permite a visualização por quem estiver diretamente à frente dela. Se o companheiro de viagem na poltrona ao lado do avião tentar olhar o que você está fazendo no notebook, verá apenas uma tela preta. Várias empresas, entre elas a Targus e a 3M, fabricam este tipo de acessório, que pode ser encontrado nas boas lojas de informática.

8. HTTPS é seu amigo

Na hora de navegar na web, proteja-se usando uma conexão segura (HTTPS) sempre que possível. O protocolo HTTPS criptografa a conexão entre seu PC e o servidor que hospeda a página web que você está acessando. Embora isso não garanta que o servidor é seguro, pode ajudar a impedir que alguém intercepte os dados da conexão no meio do caminho e invada sua conta.
Muitos sites usam HTTPS por padrão: quando você compra um item em uma loja online ou acessa seu serviço home banking, por exemplo, seu navegador irá se conectar ao site via HTTPS automaticamente. Mas você pode (deve!) ir um passo além e habilitar o uso de HTTPS no acesso a serviços como o Facebook, Twitter e GMail.
No Facebook, acesse sua conta e clique no botão Conta no canto superior direito da tela. Selecione a opção Configurações de Conta no menu e procure o item Segurança de Conta na página que surge na tela. Clique no botão Editar, marque a opção que diz Navegação segura (https) e clique em Salvar.
No Twitter (com a nova interface) acesse sua conta, clique em seu nome de usuário no canto superior direito da tela e selecione o item Configurações no menu. Marque a opção Sempre usar HTTPS no fim da página e clique em Salvar
Já no GMail, clique no ícone da engrenagem no canto superior direito da tela e selecione o item Configurações do Google Mail. Na aba Geral, item Conexão do navegador, marque a opção Sempre usar https. Depois basta clicar no botão Salvar alterações no rodapé da página.

9. Evite computadores e Wi-Fi públicos

Embora sejam convenientes, redes Wi-Fi abertas e computadores disponíveis ao público (como em uma biblioteca ou LAN House) devem ser evitados, já que podem expor suas informações pessoais. Computadores públicos, por exemplo, podem estar infectados com spyware como “keyloggers”, projetados para capturar tudo o que é digitado (incluindo seus nomes de usuário e senhas) e enviar esta informação para criminosos.
O mesmo podem ser dito das redes Wi-Fi abertas. Criminosos podem criar redes que parecem legítimas (por exemplo, com o nome do hotel onde você está), mas que na verdade foram projetadas para coletar informações. Mesmo redes legítimas podem lhe deixar vulnerável se o criminoso usar algo como o plugin Firesheep para o Firefox, que permite “sequestrar” sessões de várias redes sociais.
Mas às vezes você não tem outra escolha a não ser usar uma rede Wi-Fi aberta ou um computador público. Nesse caso não o use para acessar o site do banco, suas redes sociais ou sua conta de e-mail, ou qualquer outro serviço que necessite de um login e senha. E se você tem acesso a uma VPN, use-a!

10. Fique esperto com as senhas

Você provavelmente já sabe que usar senhas óbvias ou fáceis de descobrir como “senha”, sua data de nascimento ou o nome de seu bichinho de estimação é uma péssima idéia. Mas então como deixar suas senhas mais seguras?
Em primeiro lugar, você precisa de uma senha longa (ao menos 8 caracteres) e forte para cada uma de suas contas online. Hackers frequentemente tentam ganhar acesso a uma conta usando um “ataque dicionário”, ou seja, tentando palavras comuns (como “rapadura”) como sua senha. Portanto não as use. Em vez disso tente criar combinações de letras, números e símbolos. E nem pense em colocar símbolos no lugar de uma letra em uma palavra comum (como “rapadur@”), já que esse é um truque manjado. Você também pode fortalecer uma senha usando uma mistura de letras maiúsculas e minúsculas.
Basicamente, quanto mais complexa a senha, melhor. Mas tente usar alguma coisa da qual consiga se lembrar, como algum tipo de mnemônico que incorpore vários símbolos alfanuméricos e que ninguém mais conheça.
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LastPass: gerador de senhas fortes integrado

Se lembrar de múltiplas senhas fortes é um desafio, portanto um gerenciador de senhas pode ser uma boa idéia. Uma opção interessante é o LastPass, gratuito e que se integra aos principais navegadores do mercado (IE, Firefox, Chrome, Safari, Opera) e tem clientes para aparelhos móveis (com iOS, Android, BlackBerry OS e Symbian). Com apenas uma senha forte (usada no login) o LastPass armazena as senhas de todos os seus outros sites para você, pode preencher formulários de login automaticamente e ainda traz ferramentas como um gerador de senhas seguras configurável.

Fonte: PC WORLD



terça-feira, 12 de julho de 2011

Dicas para fazer cálculos usando datas e horas no Excel

A ferramenta pode lidar facilmente com este tipo de informação, mas é preciso que os dados estejam corretamente formatados.


Excel 150
Dentre as inúmeras possibilidades de cálculo que o Excel torna possível, uma muito interessante é sua capacidade de realizar operações automatizadas com datas e horas, com base nas informações que inserimos na planilha.
Por exemplo: é muito útil fazer uma espécie de folha de ponto para calcular a remuneração de funcionários que recebem por hora trabalhada, a partir dos horários de chegada e saída na empresa.
Para isso bastam três colunas de uma planilha. Na coluna A, inserimos a hora (no formato HH:MM, onde HH é a hora - de 00 a 24 -, e MM os minútos - de 00 a 59)  de entrada, na B, o horário de saída.
Na coluna C, programamos a fórmula (=B-A). Assim, o período trabalhado é calculado tão logo informamos esses dois horários. Podemos usar as diversas linhas para os diversos dias trabalhados. Simples assim.

excel_horas_datas


O único problema é quando os horários de entrata e saída, por exemplo, ocorrem em dias distintos. Por exemplo, trabalhadores noturnos que entram às 20h e saem às 4h da manhã do dia seguinte.
Quando o Excel for calcular a diferença, o resultado será negativo – e ocorrerá um erro, pois o software não aceita valores negativos para células com formato horas.
Isso porque, colocando apenas o horário, o programa não entende como sendo do dia seguinte, apesar de parecer óbvio para nós. Para solucionar esse problema existem duas opções.
A primeira é adotar uma numeração alternativa para os horários que ultrapassarem meia-noite. Ou seja, em caso de se sair 2h da manhã, por exemplo, digite 26:00 (24h relativas a meia-noite + as 2h da manhã que excederam-na). Apesar de a informação digitada não estar formalmente correta, para efeitos de cálculo o resultado será eficiente.
Ainda assim, será necessário formatar a célula para que ela aceite valores de hora superiores a 24:00. Selecione a célula a ser configurada, escolha Formatar, Células, marque a categoria Hora, no painel da esquerda e, no painel Tipo, selecione o sétimo formato disponível (“37:30:55”). Clique OK para confirmar.
Método alternativo

A segunda maneira de alcançar o mesmo resultado é um pouco mais complicada. Para entendê-la, devemos saber que um horário, para o Excel, é representado por um número que vai progressivamente de zero a um.
Nessa progressão, o valor 0,5 corresponde ao meio-dia e 1, à meia-noite. Nesse tipo de representação, 15:00 equivalem a 0,625.
Da mesma forma, os dias são lidos pelo Excel como um número, progressivamente e a partir de 1/1/1900, que é o número 1. Para exemplificar, o dia 16/01/2008 é o mesmo que o número 39.463.
Mas como descobrir essa equivalência? Clique na cédula com a data/hora que queria saber e vá em Formatar, Cédula. Escolha a opção Geral, e ela perderá seu formato específico, evidenciando o número pelo qual o Excel a entende.
Esta solução consiste em somar o número da data com o número da hora, chegando-se a um valor específico que determinará ao mesmo tempo dia e horário.

formatar_celula_350

Por exemplo, as 15h00 do dia 16/01/2008 são o mesmo que 39.463 + 0,625, o que dá 39.463,625. E é com este número que você vai trabalhar na planilha.
Dessa forma, o Excel compreende que pode se tratar de um horário de dias distintos e não necessariamente do mesmo dia – e o resultado do cálculo será exato e não mais negativo como poderia ocorrer.
Fonte: PC WORLD