segunda-feira, 12 de setembro de 2011

7 MITOS DA INFORMÁTICA DESMSITIFICADOS


Algumas lendas, além de fama, levam os usuários a tomar algumas atitudes precipitadas. Descubra aqui o que vale ou não vale no dia a dia com o computador.


Ultimamente, a internet aparece como o tira-dúvidas oficial de milhões de pessoas. Por ser tão cômodo pesquisar na rede, já virou costume dos usuários exigirem que um buscador seja capaz de desvendar todas as verdades do mundo em poucos cliques.
Até aí, tudo bem. O problema é que, como não há nenhuma forma de regulamentação, a web também se torna um terreno bastante fértil para a criação e disseminação de diversos mitos — e a situação ainda piora quando falamos sobre informática.
Como saber, então, em quem confiar? Para ajudar os leitores, a equipe do Tecmundo reuniu algumas dúvidas frequentes que circulam por dentro e por fora da rede. Pode ou não pode? Liga ou desliga? Melhor ou pior? Descubra abaixo.

1. Programas maiores e mais famosos = melhores


Certos softwares viram referência em seus campos de atuação e passam a ser cultuados incansavelmente por público e crítica — é o caso do Photoshop como editor de imagens e do Word como processador de texto. Realmente, a maioria dos nomes que chegam lá têm cacife e mérito para ocupar tal lugar privilegiado.

 
(Fonte da imagem: Loyal Kng)

Contudo, dependendo do nível e dos objetivos do usuário, ir atrás ou até pagar por um software que tem fama pode acabar sendo um tiro no escuro. Digamos que um funcionário precisa tratar fotos de eventos para enviar à galeria de um site: ele precisa necessariamente do Photoshop para realizar a tarefa?
Mesmo com toda a sua confiabilidade e seu extensivo arsenal de ferramentas, o programa da Adobe pode ter alguns descréditos. Dependendo da estrutura do computador em que se trabalha, ele pode ficar lento e pesado por exigir muito do sistema. Da mesma maneira, quem vai operar a edição tem que aprender a retocar fotos em uma interface que compreende mil e uma utilidades, menus e conceitos.
Assim sendo, se a proposta for básica, há alternativas que podem combinar melhor com o bolso e as intenções de uma empresa. Títulos pagos (como Photo-Brush e Oloneo) e gratuitos (como PhotoScape e GIMP) podem garantir resultados surpreendentes se a pretensão não é manipular e montar imagens, mas sim conseguir incrementar e reavivar suas cores, luzes e sombras.


Aqui, também prevalece aquela velha máxima: às vezes, um programa específico pode se sair melhor do que outro que faz tudo ao mesmo tempo (o que não é o caso do Photoshop). Portanto, o tempo usado para pesquisar e experimentar alternativas pode valer a pena.

2. Para ter um programa bom, só pagando


Se você é usuário veterano do Baixaki, já sabe de longe que essa afirmação é lenda. O número de softwares gratuitos capazes de atingir um desempenho tão bom quanto — ou até melhor do que — os medalhões do mercado da informática é gigantesco.
O mesmo vale para os games: quem nunca se divertiu por horas em um joguinho gratuito que atire a primeira tecla. Há saídas sem custo para todo o pacote Office, para converter arquivos multimídia,  para gerenciar projetos e também para qualquer gênero de jogo.
Quem não simpatiza com as alternativas gratuitas muitas vezes não reclama do substituto em si, mas sim de problemas de adaptação — são usuários que esperam um programa idêntico a um pago de sucesso. Logicamente, alguns comandos mudam e há certos limites.


A ressalva fica por conta de programas muito específicos e extremamente técnicos, como processadores e modeladores gráficos, softwares avançados de animação, plugins e estações de áudio, além de interfaces desenvolvidas para nichos de mercado.
Outra ocorrência comum: muita gente passa bastante tempo procurando algum software gratuito que dê conta das necessidades de sua empresa ou negócio particular. No final das contas, por não achar, acaba contratando alguém para desenvolver a plataforma, sem se dar conta de que pagar por algum software que já tenha sido testado poderia ter saído bem mais barato.

3. É preciso sempre atualizar os programas


Mensagens convidando o usuário a fazer atualizações do sistema operacional, de algum programa, do navegador e de componentes fazem parte do nosso dia a dia. E assim nasce a eterna dúvida: precisamos ou não precisamos estar sempre com as últimas versões tinindo no PC?
A resposta, na maioria dos casos, é não. Por exemplo: certos fabricantes corrigem pequenos bugs que, às vezes, afetam uma parcela mínima de usuários e já decidem atualizar o produto da versão 4.0.1.1 para 4.0.1.2. Se você possuir o programa instalado, de alguma forma vai ser avisado que há uma nova versão disponível.


Entretanto, nem sempre mudanças significativas são agregadas. Então por que ficar baixando semanalmente (ou até diariamente) atualizações?  A solução, para quem não gosta desse incômodo, pode ser desativar os avisos sobre correções recentes.
É claro que, quando você está há mais de dois anos sem atualizar um software ou vem enfrentando problemas de usabilidade, a atitude mais recomendada a ser tomada é baixar a última versão.
Quando falamos em antivírus, a conversa muda de tom: no caso deles, é estritamente necessário manter a última versão em dia. Pelo fato de ameaças recém-criadas serem lançadas diariamente na rede, o banco de dados de um software de proteção precisa correr atrás do prejuízo – por isso, muitas vezes, as atualizações são feitas de maneira automática.

 
(Fonte da imagem: What is the best software)

4. Quanto mais programas instalados, pior é o desempenho da máquina


Dezenas de fatores influenciam na velocidade de um computador — isto é, não há uma fórmula fixa que determina a performance com exatidão. No entanto, o conjunto de hardware e a manutenção periódica do sistema operacional são os principais ingredientes para se conseguir um PC rápido e potente.
Cada programa instalado altera instruções no registro do sistema e alguns deles incluem entradas para terem o início automático junto com o Windows (ou mesmo junto a algum aplicativo ou à conexão com a internet). Fora isso, softwares e jogos também ocupam espaço no HD.
Essas condições podem, de fato, comprometer o desempenho das tarefas. Porém, apenas em situações extremas. Quando o HD está abarrotado de conteúdo (mais de 80% ocupado), o espaço destinado à memória virtual será menor, afetando a velocidade de processamento da memória RAM.


Outra condição é quando vários programas são carregados junto com o início do sistema operacional e permanecem ativos. Isso acarreta em demora tanto na entrada quanto no uso do Windows. Contudo, cuidados de manutenção através do CCleaner (limpador de registro) e CleanMem(monitorador de uso da memória RAM) podem acabar com isso.
Por fim, não há problemas em se ter diversos programas instalados — desde que se use o bom senso. Se o HD estiver com espaço livre, o Windows se iniciar apenas com o necessário e o usuário zelar pela limpeza do registro, não tem erro. Mais detalhes sobre o assunto podem ser encontrados aqui.

5. Formatar é a solução certa para salvar um sistema lento


Alguns técnicos de informática consideram a formatação como um procedimento padrão, acreditando que o processo é um verdadeiro elixir capaz de resolver todos os problemas. Em linhas gerais, apagar tudo e começar do zero é efetivo — mas não a única saída.
Existem vários outras formas de otimizar o desempenho sem ter que recorrer à medida “radical”. Assim como ocorre na relação com número de programas instalados, atentar para o que inicia com o Windows, limpar o registro e manter certo alívio para o disco rígido ajudam no desempenho.


Outra atitude que deve ser levada em conta é um rastreamento completo feito a partir de um antivírus de qualidade (e com versão recente), além da desfragmentação de disco — ela é responsável por “colocar ordem na casa”, realocando os arquivos e pastas para garantir um trabalho de processamento mais rápido.
Às vezes, o comodismo leva à aplicação do mesmo remédio em máquinas com diagnósticos diferentes. Mas, no final das contas, pense: quanto tempo é gasto para se formatar um PC, reinstalar o Windows e todos os programas necessários para o usuário? Da próxima vez, pense duas vezes e compare.

6. O PC não pode ficar ligado por muito tempo


Assim como fazemos com outros equipamentos eletrônicos, normalmente desligamos o computador quando ele não está em uso. Pensamento evidente, visto que poupamos os componentes de hardware e ainda economizamos luz.
Mas e quando estamos realizando downloads muito extensos e a conexão não colabora? Tem problema deixar o computador ligado para baixar os arquivos? No final das contas, não — dificilmente seu PC vai derreter se ficar três ou quatro dias ligado.


Embora se comente que a vida útil das peças diminua, isto é uma constatação óbvia, já que enquanto uma máquina estiver ligada ela estará exigindo das peças. Nada é comprovado em relação a que o tempo de atividade contínua desgasta o computador mais rápido. Em meio a tudo isso, uma indicação válida e procedente é a de desligar o monitor.
Entretanto, aí vai um alerta: quanto mais tempo o computador fica ligado e processando operações, mais informações são armazenadas na memória RAM (mesmo que você feche todos os programas, ainda ficam resquícios). Reinicializar o sistema de vez em quando apaga os registros temporários da RAM e evita o “efeito carroça”.

7. Protetores de tela preservam os monitores


O nome “protetor” confunde muita gente, que pensa nos screensavers como prolongadores da vida útil do monitor e assegurados do bom funcionamento. No início, nos modelos de tubos CRT, os protetores de tela realmente evitavam que as telas perdessem a luminosidade.
Porém, com as tecnologias atuais (LCD, LED etc.), as únicas funções de um screensaver são a de enfeitar a tela e proteger a entrada de estranhos através de senha — em nenhum momento há economia de luz ou “proteção”.


Como dito no tópico acima, a melhor maneira de preservar a sua tela é desligando o monitor — outra saída consiste em programar o sistema para hibernar (modo standby) automaticamente depois de certo tempo sem uso.
...
Lembramos que o Tecmundo não encoraja ninguém a parar de fazer updates, a nunca mais formatar (nem desligar) a máquina, a se esquecer dos protetores de tela e a substituir programas renomados por outros menores.
O objetivo deste artigo é o de esclarecer e discutir sobre considerações que, de tanto serem repetidas, acabam ganhando espaço sem o fundamento merecido. E você, sabe de outros mitos que se espalharam por aí? Não deixe de contar a verdade nos comentários abaixo.


MELHORE O SINAL DO SEU Wi-Fi COM LATAS DE CERVEJA

Gambiarra é fácil de ser feita e pode melhorar sua conexão com a internet.
Se você fez tudo certo, a parceria entre cerveja e internet deve ficar assim. (Fonte da imagem: wikiHow)

Que tal combinar uma boa cerveja com a internet? Calma! Não estamos falando para você encher a cara enquanto navega, mas em melhorar o sinal do Wi-Fi utilizando a embalagem da bebida. Ao menos essa é a dica do wikiHow, que ensina a construir uma “antena parabólica caseira” para aumentar a recepção do modem.
Para isso, além do modem com sinal Wi-Fi, você precisa de uma lata de cerveja, uma tesoura, um estilete e uma massinha colante, como o durepoxi.
Após lavar o objeto muito bem e retirar o anel, corte fora as extremidades da embalagem com o estilete, deixando apenas um pedaço do metal do lado em que você bebe, para que você utilize essa parte como base da gambiarra.
Em seguida, faça um corte vertical na lata até chegar na ponta que você deixou intacta, sem tirá-la. Abra a embalagem e deixe-a intacta na base com a massa colante. Encaixe o objeto no modem através do mesmo buraco que você utiliza para beber a cerveja. Ao final da atividade, ele deve estar igual ao da imagem.
O processo é extremamente simples e explicado em apenas sete ilustrações, que você confere na galeria abaixo.


Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/wi-fi/13181-melhore-o-sinal-do-seu-wi-fi-com-latas-de-cerveja.htm#ixzz1XjwPA6vQ

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Conheça os vários tipos de conexão


Já ouviu falar de EDGE? E WiMax? Wi-Fi, AdHoc, xDSL? Conheça os vários tipos de conexão e relembre os caminhos pelos quais a internet de alta velocidade teve de passar até chegar ao que é hoje!

A internet evoluiu muito na última década. O que era apenas uma utopia em filmes de ficção científica, hoje está cada vez mais presente em nossas vidas. Se você é internauta de longa data, deve ter acompanhado todas as transformações do mundo digital e visto aquela conexão lenta e chiada virar algo rápido e móvel.
Foram tantas mudanças e em tão pouco tempo que fica difícil explicar qual veio antes ou a diferença entre uma e outra. Isso sem falar daquelas que você nunca ouviu falar.
Para facilitar sua vida ou até refrescar sua memória, o portal Baixaki preparou um especial sobre os diferentes tipos de conexão. Será que você conhece todas?

O bom e velho cabo

Vale lembrar que as explicações aqui apresentadas são apenas uma visão geral do assunto e não possuem grande aprofundamento em quesitos mais técnicos. Para mais informações sobre cada tecnologia, basta conferir os artigos sugeridos em cada tópico.
No princípio era o fio
A internet deu seus primeiros passos a partir de cabos e fios. Apesar de soar como algo bastante antiquado, esses tipos de conexões ainda são amplamente utilizados, principalmente devido à alta velocidade obtida por alguns.

Dial Modem

A famosa internet discada foi praticamente o pontapé inicial da rede no Brasil. Apesar de ainda ser utilizada, não é mais tão popular quanto foi no início dos anos 2000.
O motivo? A baixa velocidade. A conexão Dial Modem alcançava, no máximo, míseros 56,6 kbps. Sem contar o irritante som que emitia enquanto conectava e o fato de cair sempre que alguém tirava o telefone do gancho.




Além disso, como a conexão era feita a partir de uma ligação telefônica para a operadora, o computador precisava ficar próximo a alguma tomada ou ao alcance do fio. Como a grande maioria dos cabos tinha apenas 1,5m, a distância era bastante limitada. Porém nada impedia de comprar uma extensão maior e alcançar incríveis 5 metros da tomada!

xDSL

Acessar a internet até cinco vezes mais rápido do que a conexão discada e conseguir falar ao telefone ao mesmo tempo. Por esse simples motivo, a banda larga foi vista como a grande revolução tecnológica para muitos internautas. E foram as conexões da família xDSL (Digital Subscriber Line, ou linha de assinante digital) as primeiras a se popularizarem nesse sentido.

Modem ADSL, seu companheiro de aventuras!

Este tipo de conexão ainda utilizava uma linha telefônica para acessar a internet, mas conectada a um modem externo específico, o que acabava com a necessidade fazer ligações para a operadora. Você simplesmente pagava uma mensalidade para a empresa, que liberava o sinal em sua residência.
A velocidade, em comparação com a internet discada, era o paraíso: 128 kbps, no mínimo. Mas a xDLS era capaz de alcançar inimagináveis (ao menos para a época) 24 Mbps.
Para saber mais sobre as conexões xDLS, confira este artigo do portal Baixaki.

Cabo

Você já deve ter ouvido falar de TV a cabo, certo? Algumas empresas decidiram aliar a ela o acesso à internet. Com isso, uma linha telefônica não era mais pré-requisito para se conectar, o que deu mais liberdade ao usuário.
Outra grande vantagem deste tipo de conexão é a velocidade, que varia entre 70 kbps e 150 Mbps. Além disso, a internet a cabo facilitou a criação de redes de computadores, dividindo a conexão com múltiplas máquinas, sem contar a distribuição sem fio através de roteadores wireless.

Conectado com o mundo. E sem conta telefônica.

O problema é que a internet a cabo necessita de um modem especial para receber o sinal via cabeamento de televisão. O aparelho é fornecido pela própria empresa, mas se você está migrando de uma ADSL, por exemplo, vai ficar com um modem sem utilização, devido à incompatibilidade.
Fora da tomada: a era da portabilidade
Com a correria do dia a dia, ficar preso a um desktop para acessar a internet é algo fora de questão. Os notebooks trouxeram mais mobilidade e abriram as portas para as conexões que dispensam a utilização de fios e cabos. A internet wireless mostrou que a internet está em qualquer lugar.

Wi-Fi

Sinal sem fio!

A mais popular das conexões wireless é basicamente uma versão sem fio da banda larga comum, distribuída através de um roteador especial. É por isso que são designadas como redes, já que necessitam de uma conexão com fios para criar o ponto de acesso. O sinal de internet é enviado a frequências que variam entre 2,4 GHz e 5 GHz e podem alcançar até 54Mbps no raio de alguns metros.
O mais interessante é que esse tipo de conexão, antes exclusiva dos laptops, tornou-se tão popular que vários outros equipamentos passaram a adotá-la. É o caso de celulares, smartphones e até mesmo alguns computadores domésticos, que adicionaram um adaptador wireless para captar o sinal.
Quer saber um pouco mais sofre essa conexão? Então confira o artigo “O que são redes Wi-Fi?”.

Redes ad-hoc

Se a rede Wi-Fi necessita de um ponto de acesso para realizar a distribuição de sinal, as ad-hoc fazem com que cada computador transforme-se em uma espécie de roteador.
Em outras palavras, é como se os PCs se comunicassem entre si sem a necessidade que um dispositivo faça a mediação. Isso torna mais flexível a troca de informação.

Computadores que se comunicam

Outro ponto interessante deste tipo de conexão é que ela não é exclusiva para computadores. Você pode conectar desde sua impressora até criar uma rede de video games para jogos online. Um exemplo prático são alguns games de PSP que utilizam o Playstation 3 para ativar um modo para múltiplos jogadores.
Ficou curioso? Então saiba mais sobre o que são redes ad-hoc neste artigo do portal Baixaki.

Rádio

Você já deve ter ouvido a expressão “nas ondas do rádio”. Tudo bem que o contexto era outro, mas ela pode ser aplicada à internet sem nenhum problema, já que é possível conectar-se à rede através de sinais emitidos por antenas de rádio.
A grande vantagem desta conexão é dispensar o uso de qualquer fio ou cabo e até mesmo modems. O sinal é enviado por uma antena e recebido por uma torre de transmissão, que é posicionada em um local estratégico, geralmente no alto de prédios ou lugares que não ofereçam barreiras para a onda.
Além disso, a conexão via rádio é bastante útil devido ao seu longo alcance, o que favorece quem mora em cidades onde o sinal telefônico ou via cabo não alcança. O único problema é que, para obter o máximo da conexão, o sinal deve chegar à torre sem encontrar nenhum tipo de barreira, e até mesmo chuvas podem desestabilizá-la.

Satélite

Conexão via satélite

A conexão via satélite funciona de maneira semelhante à rádio, mas com a diferença de poder ser acessada de qualquer lugar do planeta. Por conta disso, é um dos métodos mais caros para acessar a internet. Para conectar é necessário ter dois modems (um para envio de dados e outro para recebimento) e uma antena específica para este tipo de sinal.
Como a distância entre o satélite e o receptor é enorme (afinal estamos de falando de equipamentos que orbitam pelo nosso planeta), o tempo de resposta e envio de dados é muito alto e sujeito a múltiplas interferências. Para contornar isso, a troca de informações é feita em grandes “pacotes”, mas com um grande intervalo entre um e outro. A velocidade fica entre 200 e 600 kbps.
Conheça um pouco mais sobre a conexão via satélite neste artigo.

WiMax

A WiMax é, resumidamente, uma versão mais poderosa e potente da já conhecida rede Wi-Fi, tanto em velocidade quanto em cobertura. Portanto esqueça o raio de alguns metros de sinal. Esta conexão é capaz de cobrir uma cidade inteira e com uma taxa de transferência de dados surpreendente.
Porém, assim como a internet a rádio e via satélite, a WiMax também sofre com interferência, principalmente de ondas de alta frequência, e até uma chuva diminuiria a força de ação do sinal.
Ainda assim, a conexão é uma boa alternativa para quem mora em locais em que não existe disponibilidade de sinal banda larga, como zonas rurais ou cidades mais afastadas, e ainda atinge um pico de 72 Mbps.
Quer saber mais sobre a conexão WiMax? Confira neste artigo.

A moda da internet de bolso

Os usuários de telefones celulares sempre desejaram conectar-se à internet através de seus aparelhos móveis. Desde a época em que smartphone era um telefone que sabia fazer contas e Wi-Fi um sonho distante, diversas alternativas foram criadas e hoje em dia pode-se conferir emails ou saber das novidades online em qualquer lugar.

Celular conectado

WAP

A primeira grande tentativa de integrar os aparelhos celulares à internet. A conexão WAP era uma espécie de adaptação da web, já que só podia acessar páginas feitas especialmente para este tipo de conexão. Em outras palavras, nada de www.baixaki.com.br. Para acessar a versão WAP do site, você teria de entrar no WAP.baixaki.com.br.
Como o número de páginas WAP era incrivelmente menor do que as encontradas na internet tradicional e a velocidade muito baixa, este tipo de conexão não agradou tanto aos usuários.

Integração celular e internet

Sem contar que com o crescimento do número de celulares pré-pagos, poucos ousavam gastar seus créditos na tentativa de visualizar uma página que deixava a desejar.

EDGE

Se a conexão WAP é a versão da internet discada para celulares, a EDGE pode ser comparada à xDSL, guardadas as devidas proporções. Com uma taxa de transmissão de dados de até 384 kbps, este tipo de tecnologia já permitia que páginas da web fossem acessadas.

3G

Modem 3G para computadores

A queridinha dos usuários de celular. Funciona de maneira semelhante à conexão a rádio e os sinais são enviados praticamente pelas mesmas torres que enviam o sinal de telefonia para o aparelho, o que significa um amplo raio de alcance. Além disso, a conexão pode chegar a 7 Mbps.
Presente em praticamente todos os celulares atuais, a internet 3G tornou-se tão popular que recebeu até adaptação para computadores. Pequenos modems exclusivos foram desenvolvidos para que você possa conectar-se à internet em seu notebook através deste tipo de conexão quando não existirem redes Wi-Fi.
Para ter mais detalhes sobre esse tipo de conexão, leia este artigo.

LTE

Considerada por muitos a evolução do 3G, a conexão LTE alcança velocidades inimagináveis em comparação com a tecnologia atual. Para se ter uma ideia, ela alcança um pico de 170 Mbps! Essa velocidade supera o 3G em mais de dez vezes e é o dobro do máximo atingido pela WiMax, sua principal concorrente.

Super sinal para celulares

Para os apressadinhos de plantão, é bom saber que a LTE ainda não é comercializada. Por mais que a tecnologia já exista, não há previsão de lançamento de aparelhos equipados.
O que se sabe é que, assim como aconteceu com a conexão 3G, outros aparelhos, como notebooks e desktops, poderão aproveitar da supervelocidade da LTE, já que pequenos modems serão vendidos.
Gostou? Saiba mais no artigo “LTE: o futuro da banda larga móvel?”.

Bluetooth

Bluetooth velho de guerra

Ok, Bluetooth não é um método de conexão à internet, mas merece a menção honrosa, já que facilitou, e muito, a vida de todos nós. Quem nunca transferiu uma música ou foto de um celular para outro através dele que atire a primeira pedra.
O “Dente Azul” (em uma tradução literal) permite a transmissão de dados e arquivos entre aparelhos através de sinais de rádio de ondas curtas. O raio de alcance varia de acordo com a frequência utilizada, e pode ser desde 1 metro (potência de 1 mW) até 100m (100 mW).
Além de celulares, diversos outros equipamentos já são equipados com esta tecnologia. Controles de video game, como o PS3 e Wii não necessitam mais de fios para fazerem uso desta conexão. Computadores já fazem integração com Bluetooth e possuem até mesmo aplicativos que trabalham com a tecnologia.
Veja mais sobre o seu companheiro do dia a dia neste artigo.

Em busca da velocidade perfeita

Essa foi uma visão bastante simplificada e ampla dos diversos tipos de conexão existentes, seja das que já passaram, das que nos acompanham hoje e das que ainda estão por vir.
O mais importante é que todas elas possuem um mesmo objetivo: oferecer-nos uma internet mais rápida e prática do que a anterior. Então vamos aproveitar e aguardar novidades ainda mais velozes.



5 motivos pelos quais as televisões estão virando computadores


Processadores dedicados, aplicativos e interatividade estão entre algumas das muitas evoluções da telinha.

Houve diversas conversas nos últimos meses sobre a Smart TV e o futuro da televisão como um todo. Para quem não está familiarizado, o conceito de Smart TV compreende um grupo de televisões que unem a função básica dos aparelhos, com o acesso à internet, acesso a conteúdo pessoal, instalação de aplicativos e diversos outros itens que melhoram a experiência de uso.


Como a televisão é um aparelho comum em praticamente todas as residências do mundo, não tardou para que a tecnologia de “multiuso” chegasse a ela. Da mesma forma que hoje vemos celulares que mais parecem computadores (os smartphones), as TVs também caminham a passos largos seguindo o mesmo rumo.
São diversas as características que já diferenciam as Smart TVs das habituais e ainda existem diversas outras por vir.

Hardware


Um dos principais itens que diferencia as TVs normais das Smart TVs é com certeza o hardware que elas possuem. Hoje é comum encontrarmos aparelhos com as mais diversas características que antes eram comuns somente aos computadores.
Essas características incluem conexões Wi-Fi ou via cabo, que possibilitam conectar a TV a uma rede domiciliar, entradas USB para acessar pendrives ou HDs externos e, até mesmo, televisores com processadores dedicados.
Exemplos de TVs com processadores já estão disponíveis no mercado, como os modelos Sony Bravia com processadores Atom, ou ainda os da Samsung e LG que possuem processadores ARM.


Sistemas Operacionais


Esse deve ser também o futuro campo da já conhecida briga entre Apple e Google. Ambas já possuem modelos lançados em algumas partes do mundo, mas prometem ainda muitas evoluções.
A Google TV, lançada no fim de 2010 nos Estados Unidos, ainda funciona mais como uma Internet TV (sistema que não possui aplicativos, mas possibilita completo acesso à internet). Contudo, já está em fase final de implementação o sistema Android Honeycomb para esses aparelhos. Dessa forma, as TVs terão acesso ao Android Market, da mesma forma que é feita nos celulares, e poderão instalar e executar milhares de aplicativos diretamente na televisão.


Os aparelhos que usam o sistema da Google ainda se resumem a alguns modelos da Sony e da Logitech. Eles possuem um processador Atom e permitem a ligação de mouse e teclado ao aparelho através de entradas USB.
Já a Apple TV apresenta um conceito um pouco diferente. No momento ela ainda é um receptor que pode ser acoplado externamente aos aparelhos de TV. O sistema possui um processador ARM, com acesso à Apple Store e ao iTunes.

 
(Fonte da imagem: Imagem projetada / Techuelx)

Já existem planos do lançamento de um aparelho de TV que carrega a marca da Maçã e que possuirá todas essas características internamente, sem a necessidade de um Settop Box funcionando em paralelo.


Lojas de aplicativos


Além dos sistemas descritos acima, a Samsung e a LG possuem modelos de Smart TV com uma vasta gama de aplicativos para elas, tanto pagos quanto gratuitos. Esses aplicativos se dividem em várias categorias, como jogos, programas educativos, informativos etc. Exemplos de programas disponíveis são:
  • Informação: Google Maps;
  • Jogos: Texas Holdem Poker;
  • Redes sociais: Facebook, Twitter;
  • Vídeos: Hulu, Netflix, Skype;
  • Educativos: Jogos e conteúdo infantil.



Todos os aplicativos podem ser controlados diretamente do controle remoto e reproduzem muito do que hoje observamos nos tablets e celulares.
Pelo lado dos desenvolvedores, a Samsung ainda promete que logo o sistema será integrado ao Adobe AIR 2.5 e terá o código aberto, o que vai possibilitar aos programadores desenvolverem diversos aplicativos para os televisores, adicionando-os à Samsung Store.


Conexão com as redes sociais


Esse conceito de TV social foca-se mais nos relacionamentos. Com a integração das redes, é possível conversar com seus amigos em tempo real através da televisão, compartilhar o que se está assistindo na rede, entre outras funções.
Um dos exemplos já vigentes dessa tecnologia é a integração da TV com o Facebook oferecida pela Telus nos Estados Unidos. No comercial da empresa no vídeo abaixo é possível ter uma ideia das possibilidades oferecidas pelo serviço.


Integração entre “smarts”


Hoje é comum as pessoas estarem mais “familiarizadas” com dispositivos smart. E quanto mais aparelhos puderem conectar, melhor será. Trocar informações entre um celular e um tablet, televisão e até mesmo uma geladeira deve ser o futuro.

 
(Fonte da imagem: Divulgação Samsung)

Essa tecnologia também favorece a liberdade de escolha. Dessa forma, será possível assistir ao programa que quiser na hora que for mais apropriada, fazendo com que a TV se adapte à rotina do telespectador e não o contrário, como acontece hoje.
Um exemplo dessa situação é a própria Netflix, que começou suas operações no Brasil há poucos dias. Por esse serviço, o usuário pode assistir ao filme de sua preferência quando lhe convir.
Todas essas mudanças ainda irão exigir uma grande evolução dos canais de TV da forma como os conhecemos. Ao dar liberdade ao telespectador de escolher assistir o que quiser, a hora que quiser, como os canais atuais sobreviverão? Mas isso é uma discussão para outro artigo...



domingo, 4 de setembro de 2011

Próxima versão do Ubuntu terá Linux 3.0 e Thunderbird

Sistema também terá novidades no desktop, na loja de aplicativos e na integração com redes sociais

Depois de toda a controvérsia que se seguiu ao lançamento do Ubuntu 11.04, de codinome "Nartty Narwhal", é difícil não ficar pelo menos um pouco ansioso à medida em que o lançamento da versão 11.10, de codinome "Oneiric Ocelot", se aproxima.
A nova versão começou a ser planejada em março, mas o "feature freeze" só aconteceu ontem, 11/08. Neste estágio do desenvolvimento, nada mais pode ser adicionado ao software: os novos recursos já foram definidos, e os desenvolvedores irão agora se concentrar na remoção de bugs e estabilização do sistema, até ele estar pronto para o lançamento em outubro deste ano.
Com isso, e três versões Alpha já disponíveis, podemos ter uma boa idéia do que esperar da próxima versão do Ubuntu. São cinco os principais destaques:
1. Linux 3.0
A versão Alpha 3 do Oneiric Ocelot já inclui o kernel 3.0.0-7.9, baseado na versão 3.0 do kernel oficial com patches específicos para o Ubuntu. Entre as principais mudanças, a mais notável ao usuário final serão drivers melhorados para chipsets de rede Wi-Fi.
2. Mudanças no desktop (de novo?)
Outra mudança no Alpha 3 é uma versão experimental do Compiz e da interface Unity, baseados no toolkit GTK3. Entre os principais recursos estão um novo alternador de tarefas (acionado com Alt+Tab) e melhor desempenho do lançador e dos painéis.
3. Thunderbird como cliente de e-mail
O software da Mozilla irá substituir o Evolution como cliente de e-mail padrão. O Thunderbird já fazia parte da distribuição, para fins de teste, há algum tempo, mas finalmente a decisão de torná-lo oficial foi tomada pela Canonical.
4. Ubuntu Software Center
A loja de aplicativos para o Ubuntu tem um novo modo de visualização, que lista em primeiro lugar os apps mais bem votados pelos usuários, tanto na página principal de uma categoria quanto em subcategorias. Com isso será muito mais fácil escolher o melhor software para uma tarefa.
O programa também permitirá que os usuários editem ou apaguem seus reviews de aplicativos, e ficou muito mais rápido durante a instalação de pacotes .deb distribuídos separadamente.
5. Redes sociais
O cliente de microblogs Gwibber (que se integra, entre outras, a redes como o Twitter) ficou mais rápido e terá uma nova interface, tirando proveito das mais recentes tecnologias do GNOME, dizem os desenvolvedores.
O Ubuntu 11.10 Alpha 3 já pode ser baixado no site oficial do projeto, mas ainda não está pronto para o uso diário. Recomendamos que quem quiser se aventurar e experimentar o sistema antes do lançamento aguarde a primeira versão Beta, que será lançada em 01/09, seguida por um segundo beta em 22/09. O lançamento da versão final está programado para 13/10.



Windows 8 terá suporte integrado para abertura de arquivos ISO

Será possível acessar imagens de disco como se fossem uma mídia removível

A maioria das novidades anunciadas para o Windows 8 envolve alterações cosméticas ou de usabilidade. A mais nova atualização do blog de desenvolvimento do sistema, porém, mostra uma novidade que não só facilita o uso do computador como também é um recurso técnico bem vindo: acesso direto a arquivos contidos em imagens de disco.
Imagens de disco, mais conhecidos pela sigla ISO, são arquivos que contém uma cópia de um disco, incluindo CDs e DVDs. Nas versões anteriores do Windows era preciso usar um programa para "montar" a imagem, para ele ser usado como se fosse um disco no computador, entre os programas do gênero, o mais famoso provavelmente é o DAEMON Tools Lite Em português Ouro No ranking semanal.




O formato é popular para distribuir softwares - legal ou ilegalmente - pela Internet e ganhou ainda mais força com o sucesso dos netbooks - que não possuem drive de CD ou DVD - e com as capacidades cada vez maiores dos discos rígidos.
No Windows 7 já era possível gravar (queimar) as imagens para um disco, mas agora no Windows 8 será possível acessar (montar) os arquivos dentro da imagem e utilizá-lo como se fosse um drive normal, sem a necessidade de passar a imagem para um disco.

Imagem ISO montada como drive
Imagem de disco "montada" aparece como um disco de DVD inserido no computador.

O recurso estará disponível no menu dinâmico do gerenciador de arquivos, Windows Explorer, ou então com um clique do botão direito do mouse. Depois de montado, surge um novo drive (dispositivo de armazenamento removível), inclusive com a opção de ejetar.